quinta-feira, 31 de maio de 2007

Um desabafo

O profissional que realiza uma consulta de desenvolvimento deve e tem que ter em conta vários aspectos. (Claro!). Deve ter consciência, por exemplo, que numa determinada fase a criança pode sofrer algum tipo de infecção a nível do ouvido médio (otite serosa a mais comum). Infecção esta que pode alterar os níveis de audição. Isto leva a que exames auditivos efectuados no início de vida deixem de ter qualquer tipo de validade, e que perda auditivas de grau ligeiro passem a ser perdas auditivas de grau médio ou mesmo severo. Ora, se os primeiros exames revelam a existência de uma cofose (surdez total) num dos ouvidos há que ter redobrada atenção. Ok, se calhar a criança até tem um problema de "intelecto" (não sei se é assim que se diz) e que para além da infecção este problema também está a afectar o desenvolvimento da linguagem. Não sei. Mas a questão aqui é esta: será que não deveria ter sido feito um outro tipo de acompanhamento?? Repetir os exames auditivos de tempos a tempos? A criança tem agora 3 anos e sete meses e tem um atraso (um enorme atraso) na linguagem. Sim, pequenos déficts na audição não interferem na aquisição da linguagem, mesmo que haja uma cofose num dos ouvidos. Mas o que é para umas crianças não é para outras e seguramente não o está a ser para esta!
Não gosto nem quero colocar em causa o trabalho de terceiros. Mas este deixa andar, a falta de rigor, de exigência aborrece e chateia. Porque uma perda de audição não deve ser um handicap e espero que não o seja para esta criança.

E aborrece tentar discutir as opções com quem é responsável. Isto quando esse responsável não está minimamente interessado na nossa opinião!

Bom fim de semana e boas férias! Apanhem o que mais vos convier! :-P

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Hino do FCP


http://www.youtube.com/watch?v=zh0yO3HpzFw

Berta esta é para ti e para o CHINA

Peabody Picture Vocabulary Test

Hmmm... já ouviram falar??? Permite avaliar o nível de linguagem...

O verdadeiro HINO


Pena não termos ganho! Que Verão tão loucoooooooooooooo!
Aqui está o verdadeiro hino!

http://http://www.youtube.com/watch?v=zh0yO3HpzFw

terça-feira, 29 de maio de 2007

Foto tirada ao planeta nas últimas horas! :-P



Depois de vos chatear, tripeiros, aqui vai uma homenagem... eheh

sábado, 26 de maio de 2007

A palavra escrita...













A palavra escrita ensinou-me a escutar a voz humana
Vergílio Ferreira



A palavra escrita comporta a vida na sua primeira e última expressão
Rosa Lima

Que aula tão enriquecedora!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Para "picar" os portuenses da turma


Jardim de Santa Catarina

Bela foto... não concordam??? ;-)

É verdade, Lisboa também tem destas coisas... O porquê desta foto? Aproxima-se a passos largos a minha ida a Lisboa... e também porque gosto de vos chatear, a vós tripeiros de gema! ;-)

Não façam caso... isto foi uma tarde de muitas vias aferentes e eferentes... de primeiros neurónios, de segundos, de terceiros, (:-S) de colículos, de núcleos cocleares, de núcleos vestibulares! Amanhã já estarei recuperada. :-)

quarta-feira, 23 de maio de 2007

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Rastreio Auditivo Neonatal Universal RANU


Criança a ser sujeita a Otoemissões Acústicas

Aqui, encontram as linhas gerais do protocolo (a finalidade, o porquê, quais as técnicas, etc) deste rastreio.
Dia 2 de Junho vai decorrer, em Lisboa, o 1º Encontro Nacional do GRISI (Grupo de Rastreio e Intervenção da Surdez Infantil).

"O diagnóstico é urgente, para identificar todas as crianças com perda auditiva antes dos três meses de idade e iniciar a intervenção até aos seis meses."

"É a pronúncia do Norte,
somos o povo mais forte!!!"

domingo, 20 de maio de 2007

PORTOOOOOOOOOOOOOOO

Para o ano há mais!... :-P
Tenho um "feeling" que para o ano é o ano do Benfica... eheh


Boa semana... :-)

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Deve ter teias de aranho :-)


Tão antigo e tão actual!...

terça-feira, 15 de maio de 2007

Cenas de leitura - "O Contrabaixo" de Suskind

"Dão-me licença que vá bebendo um pouco de cerveja, sofro uma tremenda perda de líquidos (...)
O contrabaixo é assim. Quando temos visitas, ele é a vedeta. Tudo o que se diz tem a ver com ele. Se se quer estar sozinho com uma mulher, lá está ele a vigiar-nos. Se se chega a uma situação de maior intimidade... ele assiste a tudo. Temos sempre a sensação de que ele se está a divertir, que torna o acto ridículo. E, claro esta sensação se transmite à visita, e então... sabem como é, o amor físico e a sensação de rídiculo têm tanto a ver um com o outro, e como isso é difícil de suportar! É deplorável! Não funciona de todo. Desculpem...
...Eu sei. Isto não vem ao caso. E os senhores também nada têm a ver com isto. Estou certo de que os senhores têm os vossos próprios problemas nesta matéria. Mas eu tenho que desabafar. (...) Porque a última vez que estive com uma mulher foi há dois anos e a culpa é dele! Nessa altura escondi-o numa banheira, só que isto não resolveu nada, o seu espírito sobrevoava-nos como uma Fermata... (...)"

Está a ser um fartote de rir!... Descobri esta peça na entrevista de Carlos Bica, no Pessoal e Transmissível.
Aqui fica um "cheirinho" da música deste senhor.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

...palavras...

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do
companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo....

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?"

Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......

Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.

E, entre lágrima abraçar-nos-emos.

Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo.....

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades....

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos
os meus amigos!"

Fernando Pessoa

...a new Sunset...


Póvoa de Varzim

" (...) Por maior que seja o amor, a dor, a tristeza, o poder de um coração, ninguém pode recriar o mar. Em sítio mais nenhum."

in O Assobiador - Ondjaki

terça-feira, 8 de maio de 2007

...Ondas no Rio...

"The Pororoca Phenomenon"

Lindo!... Deve ser incrível presenciar...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

ALITERAÇÃO DO PPPPPPP

APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA PERMITE ESCREVER ISTO... Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor, português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. -Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. -Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? - Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando.. . Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
E achamos nós o máximo quando conseguimos dizer: "O Rato Roeu a Rolha da garrafa do Rei da Rússia!"

...REVISÕES...

Na perspectiva de ajudar a nossa excelente turma a alcançar resultados ainda mais excelentes... aqui vai uma questão de revisão.=)

Compreensão
Descodificação lexical e prosódica

1. LEIA EM VOZ ALTA O ENUNCIADO

"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher ficaria de joelhos à sua frente"

1.1. ATRIBUA-LHE UMA CODIFICAÇÃO PROSÓDICA PASSÍVEL DE PERMITIR A COMPREENSÃO.

1.2. CRIE ENUNCIADOS SEMELHANTES - TANTOS QUANTOS PUDER - QUANTO À CAPACIDADE DE INDUZIR MÁ COMPREENSÃO. HEHEHE!!!
=)


Espero que tenham gostado da charada...encontrei e não consegui resistir...até estou com coceguinhas...(não digo onde) só de pensar...ai...ai...

Bjitos Linguísticos a todos e até 6a!!!
=)

P.S.: Já agora dêem uma passadinha pelo correio electrónico da turma. Enviei um email à Dra Susana a propôr a mudança do exame, e ela já respondeu! Mulher despachada!!!=)

Serenata Coimbrã


Há três anos foi assim!... :-)

domingo, 6 de maio de 2007

Redacção feita por uma aluna de Letras

Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa. Dou prémio a quem fizer melhor.


Língua Portuguesa...

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro. Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.

Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula. Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros. Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.

Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular. Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisto a porta abriu-se repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.

Que loucura, meu Deus! Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que, as condições eram estas: Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

...Mãe...




Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!

Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!
Almada Negreiros

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Pôr do Sol (Sunset)


Póvoa de Varzim


Tamsui

Há lá coisa mais bonita que o pôr do sol? ;-)
(sim, estou a ser uma "verdadeira portuga", com esta expressão eheh)

Retrato...

http://eos.fe.up.pt/exlibris/dtl/d3_1/apache_media/web/7640/index.html
Quando puderem vejam este link. Não se vão arrepender ;-)
O nosso blog está cada vez mais multicultural!!
O mestrado de psicopatologia em caminhos do Oriente.
Há Ocidentais que se sentem ameaçados!!!!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

...chá...


Plantação de Chá - Açores S.Miguel

“Há um encanto subtil no paladar do chá que o torna irresistível e susceptível de idealização... este não tem a arrogância do vinho, a consciência de si próprio do café, nem a inocência afectada do cacau”
Kakuzo Okakuna